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Carl Jung, detalhe de desenho d’O Livro Vermelho

muito me marcou, então, quando o professor do curso de psicanálise disse que:

é comum ouvirmos que damos o amor que recebemos, mas a verdade é que damos muito mais o amor que não recebemos, e gostaríamos de ter recebido.

me fez lembrar imediatamente também da famosa frase de lacan:

amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer.

antes, eu achava que o outro não queria por algum motivo trágico. agora percebo que não o quer pois (provavelmente) não foi algo que não recebeu. ou assim interpreto agora.

e creio que discorda de forma brilhante de uma das frases que sempre me chamou a atenção, de uma música dos beatles – hoje em dia não sei mais se é verdade, ou não (embora nem tudo em que se acredite precise de fato ser verdade):

and in the end
the love you take
is equal to the love you make

acho que entender que a vida não é justa é um processo doloroso, um esforço diário. se conformar com isso, porém, não me atrai. transformar isso em outra coisa, algo belo e que mesmo assim valha a pena ser vivido: achar sentido, portanto, apesar de tudo – eis o desafio necessário.

hard times gonna make you wonder why you even try
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