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no final de todas as práticas de yoga, o professor faz uma técnica de relaxamento. ele fala bastante coisa, sobre gratidão, sobre ter consciência dos seus limites, sobre ter aprendido algo novo naquele dia, sobre deixar as preocupações de lado. e aí ele pede pra gente se concentrar na nossa parte favorita do corpo.

essa parte é sempre um dilema pra mim não só por não ter exatamente uma parte favorita do corpo, mas também por ficar me perguntando se a cada aula a parte favorita muda, ou se é sempre a mesma? sei que não tem regra. mas são as coisas que eu penso, é pra onde a minha mente vai. é por isso que faço yoga, pra aprender a não fazer isso e deixar a mente concentrada.

sei que é a ansiedade fazendo isso. então em vez de só escolher “qualquer parte” do corpo, eu fico ponderando sobre o nome das partes, se realmente gosto de uma mais do que de outra, se tenho favoritas. se fosse pra escolher a que não gosto, teria algumas opções (pés, coxas, etc).

e uma coisa que eu reparei é que duas partes que sempre me vem na cabeça são ossos e não exatamente membros (que eu imagino serem mais comuns nessa hora). qual a sua parte favorita do corpo? a pessoa diz/mentaliza a mão, a bunda, os olhos, sei lá. e aí eu fico com aquela resposta guardada – “ah, a clavícula. e a crista ilíaca”. meio estranho.

às vezes no relaxamento penso nelas mesmo com essas ressalvas e querendo entender o porquê dos ossos, em vez de membros. em outras, escolho algumas partes que de fato simpatizo – o pulso, os peitos, as mãos.

mas eu ia começar isso tudo dizendo que minhas costas andam doendo demais pela tensão – de acordar no meio da noite pelo esforço extremo que os músculos estão fazendo. e eu queria saber como parar isso, além é claro da simples sugestão que já me foi dada de “não ser tão ansiosa”. seria tão mais fácil se a gente simplesmente decidisse que vai parar e pronto – parei, parou, parado.

you’re just as smart as you’re blind
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