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na página de trás do meu caderno, há 6 perguntas profundas e pesadas sem resposta, que anotei durante a sessão de terapia de sábado e ainda preciso refletir para responder (ou apenas refletir). mas antes, queria pensar/sentir um pouco sobre esses três anos de terapia que vão se completar no mês que vem.

fico feliz demais em pensar que comecei essa jornada aos 20 e poucos anos. me emociono ao pensar na confiança que tenho na minha terapeuta e no destino que nos uniu. fico orgulhosa ao ver o quanto insisto na minha própria salvação e cura, na minha história da qual só eu sou a heroína.

acredito não ter experienciado amor e paixão maiores na minha vida do que os que senti por mim mesma durante esse processo. eu não cogito parar porque não considero ser possível me esgotar como sujeito ativo.

apesar de saber que minha vida seria diferente sem a terapia, não fico pensando muito em como ela seria realmente, porque sei que o meu eu atual é a melhor versão do meu eu que poderia ter atingido. não que seja suficiente – sei que há ainda muito no que trabalhar (e inclusive acho bonita a noção de que é um caminho sem um fim), mas hoje é o dia para parar e olhar para tudo que já foi feito.

e estou muito satisfeita com os resultados. se em pouco tempo (outra coisa que aprendi é como o tempo é relativo pra esses assuntos…) aprendi e descobri tanto, mal posso esperar por mais três e mais seis e mais…

listening while writing: Tegan and Sara – The Con (full album)

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