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eu sinto saudade das cartas, dos bilhetes e de avaliar a sua caligrafia. alguns dias atrás abri a caixa, reli cada uma das nossas correspondências – das mais imediatas até as que ficaram sem resposta. passei a mão sobre a tinta, que gravou mensagens que vão além do papel almaço. como apenas mais uma menina boba, inspirei fundo com os olhos fechados, buscando com as folhas próximas ao peito, a criação da imagem de você escrevendo para mim.

uma linguagem rebuscada em expressões como “outrora”, que jamais ouvi você usar e tampouco imagino terem sido incluídas em cartas para outras pessoas. uma vontade de impressionar – que funcionou todas as vezes; sempre entendendo a minha necessidade em visualizar o mínimo de esforço e reflexão, ainda mais em palavras escritas.

relembrar suas promessas me fez bem. ignoro que não vivo nada daquilo hoje. concentro-me no fato de que em algum momento foi sincero. se é tão difícil encontrar originalidade e caráter, prefiro reler sobre sonhos e desejos de uma realidade alternativa.

ao som de: Angus & Julia Stone – For You

inspirado em: Hello Saferide (ft. Firefox AK) – Long Lost Penpal

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