#783

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nunca a frase I am not what happened to me, I am what I choose to become fez tanto sentido. o entendimento, e a prática disso, permite que a gente supere tudo, aprenda quando realmente precisa e siga em frente apesar dos erros.

eu não sou a opinião dos outros sobre mim; eu não sou o meu passado. embora precise lidar com o passado para poder ter um futuro melhor.

assumir a responsabilidade pelas coisas, as que realmente são suas, é a atitude mais libertadora que existe.

eu vejo o erro como uma fonte infinita de aprendizagem, de onde saem os maiores tesouros para o fortalecimento da personalidade. tudo te potencializa se você procura a possibilidade de crescimento e amadurecimento.

eu sou a consciência de como agi e a intenção de não repetir a ausência de consciência.

If we never learn, we been here before

#781

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Carl Jung, detalhe de desenho d’O Livro Vermelho

muito me marcou, então, quando o professor do curso de psicanálise disse que:

é comum ouvirmos que damos o amor que recebemos, mas a verdade é que damos muito mais o amor que não recebemos, e gostaríamos de ter recebido.

me fez lembrar imediatamente também da famosa frase de lacan:

amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer.

antes, eu achava que o outro não queria por algum motivo trágico. agora percebo que não o quer pois (provavelmente) não foi algo que não recebeu. ou assim interpreto agora.

e creio que discorda de forma brilhante de uma das frases que sempre me chamou a atenção, de uma música dos beatles – hoje em dia não sei mais se é verdade, ou não (embora nem tudo em que se acredite precise de fato ser verdade):

and in the end
the love you take
is equal to the love you make

acho que entender que a vida não é justa é um processo doloroso, um esforço diário. se conformar com isso, porém, não me atrai. transformar isso em outra coisa, algo belo e que mesmo assim valha a pena ser vivido: achar sentido, portanto, apesar de tudo – eis o desafio necessário.

hard times gonna make you wonder why you even try

#780

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Gustav Klimt, On Lake Attersee, 1900

words don’t fail me, but they are hard to grasp – like in reading or saying them, they vanish from existence while becoming something real.

and yet, i remember words said from years ago. perhaps because those i believed in, back then, and they hunt me to this day. everything i believe in ends up hunting me – in a way. mostly just feeling ridiculous about every feeling i am having; crying a lot, as always.

i’m at a life stage where nothing is consistent – and i am trying to get used to it, to see something good in it. but sometimes i just feel like walking with ghostly hooves. i can’t find myself in anything, except when reading. it’s when words don’t fail me.

comfortable silence is so overrated

#777

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sobre estrutura

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Kandinsky

“estrutura” é uma palavra que eu uso muito, em diferentes contextos. quando olho pro passado, vejo a ausência de estrutura para suportar e lidar com alguns acontecimentos (talvez o mais forte deles a morte do meu irmão, surgindo daí uma depressão reativa).

quando olho para o futuro, relaciono a estrutura como “algo que tento construir todos os dias, por meio da minha percepção e consciência” para que o meu caminho se torne cada vez mais o meu caminho de fato, e não aquilo que outros esperam de mim ou querem que eu seja.

é uma estruturação que se busca para dar conta não só dos aspectos negativos que carrego, mas de aceitá-los e transformá-los, para que então eu tome as decisões (geralmente difíceis) que envolvem o amadurecimento necessário para que eu me torne quem eu verdadeiramente sou, mas talvez não saiba ou não consiga colocar em prática.

o que tenho percebido, e me motiva a escrever aqui, é que por mais pesados que os enfrentamentos necessários têm sido, há uma estrutura-base bem construída até o momento (afinal, em tempo somado, cinco anos de terapia é bastante coisa). a ironia que não me escapa é que quanto mais consciente somos, menos bullshit de nós mesmos (e dos outros) parecemos suportar – e, portanto, somos mais exigentes e demandamos mais ação da nossa parte (e dos outros).

o importante mesmo, e acho que é sempre bom reconhecer isso na gente, é perceber que nos últimos meses vi a possibilidade de divórcio dos meus pais, a releitura do que é amor pra mim, o contato com sentimentos que há muito achei estarem resolvidos apenas por não querer olhar pra eles, toda a minha família saber (e comentar) sobre a minha orientação sexual, bem como uma situação de homofobia em um local público.

não morri, não desisti, não me desesperei, não me desestruturei.
e ainda quero saber o que mais vem por aí, com vontade e curiosidade pelas novas formas que posso descobrir e criar ainda mais estruturas.

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte